sábado, 11 de agosto de 2007

Olhando atentamente...

Trabalho tem de sobra nesse mundo. O que não tem é emprego.

E quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro.

Nem sempre um emprego é também uma oportunidade...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

...

Hoje eu ví pinturas em 3D feitos por um artista de rua em Veneza, Observei mais de 20 estações de metrô da Rússia, li uma crônica do Mario Quintana e recebi votos de amizade em árabe (muito boa por sinal). Que riqueza a internet nos trouxe !

Existem cores que eu não gosto, mas admiro a intensidade de uma cor que eu que não gosto possui a ponto de me fazer gostar.

Eu queria escrever um livro chamado: “tudo o que uma telemarketing pode fazer com um e-mail e uma planilha de excell”

E eu tenho uma amiga que daria uma excelente personagem

Li um livro maravilhoso hoje de tarde: FUP – Jim Dodge...é a história de um menino que fica órfão e vai morar com o avô que fabrica uísque e uma pata gorda. Eu contando não tem graça nenhuma, mas foi a coisa mais original que eu já li.

Disse que li essa tarde o livro porque baixei o FUP de um site MARAVILHOS: http://sabotagem.revolt.org. Um coletivo contra-cultura que disponibiliza livros fabulosos em pdf. Foi o melhor site que eu descobri esse ano. Melhor até do que aquele site no MSN que diz quem deletou a gente.

Eu realmente tenho idéias maravilhosas para enlaces amorosos. Dariam um outro livro "ótemo".

Tem muitas pessoas que pensam que eu sou inteligente. Mas a verdade é que eu engano muito bem. Tenho uma memória muito boa e consigo decorar parágrafos inteiros dos livros que eu leio.

E eu gosto muito de ler

Pensamentos aleatórios em uma terça feira esquisita...

Engraçado como dias 7 sempre combinam com terças feiras. Eu também acho perfeito quando o dia 12 cai numa quarta feira.

Mas sexta feira é sempre imbatível, não importa que dia ela tenha.

Eu fiz vestibular há quase 10 anos atrás e eu gostaria de esquecer que insetos não têm pigmentos respiratórios (hemoglobina e hemocianina) que os auxiliem em sua respiração.

Certos acontecimentos que marcam a nossa vida mudam a nossa maneira de pensar. Coisas que dávamos tanto valor que quando olhamos bem percebemos que não tem valor algum. Mudança de rota.

Situações, pessoas e coisas que aumentam e diminuem conforme ajustamos o foco.

Um celular novo com câmera fotográfica embutida me custará R$ 399,00. Mas foda-se, eu é que não vou comprar. O que eu quero mesmo é um Ipod.

Normalmente eu acho axé e pagode uma bosta, mas ele tem seu valor quando você precisa limpar a casa ou lavar roupa por exemplo.

Raven é corvo em inglês. E corkscrew é saca rolha.

Uma das coisas mais necessárias de se levar numa viagem pra praia, definitivamente, é uma lanterna. Em alguns casos até muito mais que um biquíni.

Existem palavras que são tão gostosas de falar que dá vontade de falar até quando elas não combinam com a frase. Piola, lapela e código de barras são as que eu mais gosto.

Começa hoje um curso gratuito de maquiagem no Boticário, mas eu não vou. Adoro maquiagem borrada e unhas descascadas.

Também gosto muito de tênis rasgado e cortes de cabelo bagunçados.

Emprestei um óculos de uma amiga minha (inclusive estou pensando seriamente em furtá-lo) que me fez repensar em toda a editoração do meu rosto. Acho que devo começar por um penteado de cabelo diferente.

Não me diga pra fazer o que eu já estava indo fazer, me dá raiva

Eu jamais pagaria 100 reais por um casaco da Adidas por exemplo. Mas eu pagaria cenhão por um casaco que foi produzido por um estilista em começo de carreira.

Marrom é uma cor muito feia. E tem gente que ainda usa junto com cinza.

O sistema é bruto e a vida é um caos, mas o que eu realmente estou preocupada no dia de hoje é que ainda é terça feira, muito longe de sexta.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

FALÊNCIA

FALÊNCIA

A falência que encontramos nas pessoas hoje é uma questão muito além da monetária.

Saindo e sentando em bares, ambientes de trabalho, universidades e qualquer outro local de convivência social você percebe que as pessoas estão falidas.

A falência que eu me refiro não é a falta de ter (afinal aparência é quase ter), mas é a falta de ser. SER é quase uma utopia depois das últimas observações que tenho feito. Pessoas perdidas dentro de seus próprios desejos, pessoas que sequer sabem o que desejam. Falam o que já é provado que agradará mas não dizem o que querem. Originalidade zero. Discursos prontos no mesmo formato de seriados mostram que simulação de uma realidade “mais que perfeita” é tão mais atrativa do que a construção de uma vida própria, pautada no real.

Bares esfumaçados, mal cheirosos e com cadeiras balançantes ainda me apetecem muito mais do que casas noturnas com meninas loiras com cabelos esticados e meninos que sabem que só as levarão para casa se tiverem um carro. Bares mal cheirosos estão também cheios de pessoas “originais” de carteirinha. Universitários inebriados pelas suas profissões e recém formados desiludidos que não sabem pra onde mandar seus currículos. Cortes de cabelo de gosto duvidoso e esmalte descascados dão uma certa conformidade que o improvável está aí, que ainda há espaço pra incerto e pro duvidoso se não fosse o fato de que a falência das pessoas também se mostra aí. Pessoas cheias de novos amigos, novos conhecidos, contatos e convites pro mais novo bar da cidade, a mais nova banda e o mais original bazar me parece só uma busca pra consumir entretenimento e padrões de comportamento que mostram o quão vazio todo mundo é de si mesmo e o quanto do mundo externo é preciso pra encher. Encher, encher e encher pra que o pensamento não faça eco no vazio da mente.

A falência das pessoas é notável quando você espera o dia inteiro por um telefonema que não chega, por um abraço frouxo que não se ergue, por um “amigo” que marca hora pra chegar e logo tem que partir da sua casa, por um encontro que você conseguiu e é (mais uma vez) decepcionante.

Você também está falido quando não pensa mais em como atender o seus desejos porque eles dão trabalho demais, ou porque seus amigos te acharão estranho (ou louco) demais.

Você pode decretar a tua falência quando você não cuida do que construiu. Quando nem sequer em construir pensa mais, pegando o atalho do mais fácil e desfilando com modelos pré fabricados que em 2 meses estarão obsoletos na sua vitrine. Quando substitui as pessoas sem ter tentado conquistá-las de verdade. Quando trai por um desejo de ter, quando se esforça pra esconder o que sente ou quando propaga uma modernidade que não tem.

E antes que alguém diga que ninguém está aqui pra suprir minha expectativa eu pergunto: querer encontrar alguém inteligente a ponto de manter uma conversa além das manchetes da Veja e novelas da Globo é esperar demais ?