sexta-feira, 27 de julho de 2007

A ponto de venda

Apenas não ser tocada e desejada

Apenas a solidão do meu sono, que é tão preciso.

Um sono sem sonhos ou devaneios

A solidão de ser uma pedra, ou uma rocha imensa, que de lá não se move e, por si só é o que basta.

Sem desejos amenos, profundos ou plenos.

Sem intenções lascivaz que se desfiguram na realidade.

A dominação da verdade é o que o sono me traz.

Sincero como uma rocha, inscrustada no ápice da montanha.

E inabalável

E arredia

E virgem

Ser uma rocha inteira e só para mim.

Indivisível.

Invencível.

Ser só pra mim.

Indesejável

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